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#132 · Publicado em: 2026-01-19 06:06 UTC

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Qual a responsabilidade que eu tiro do proprietário na função de diretor técnico Quando na empresa não há CTO, o proprietário acaba assumindo essa função por padrão — mesmo que não queira e não esteja preparado, e mesmo que já exista um desenvolvedor sênior na equipe. Neste artigo, vou explicar qual responsabilidade o CTO realmente tira do proprietário. Responsabilidade pela tomada de decisões técnicas Imagine uma situação em que não há intermediários entre o proprietário e o desenvolvedor. Nesse caso, toda a responsabilidade pelas decisões técnicas recai automaticamente sobre o proprietário. O desenvolvedor pode sugerir tecnologias e soluções, mas não assume a responsabilidade pelas consequências de longo prazo delas. Sua tarefa é implementá-las. Se amanhã a tecnologia escolhida sair de moda, o mercado de profissionais diminuir, e o custo de suporte triplicar, o desenvolvedor simplesmente dará de ombros. A função do CTO é tirar essa responsabilidade do proprietário e escolher conscientemente as tecnologias, com base nos objetivos de negócio, na estratégia da empresa e nas suas reais possibilidades. Não porque “está na moda”, mas porque essa decisão será sustentável daqui a 3–5 anos. Responsabilidade pela estabilidade do funcionamento dos sistemas Enquanto tudo funciona — raramente se pensa na estabilidade. Quando algo quebra — começa o combate ao incêndio. O incêndio foi apagado, foi dado o comando de “para que não aconteça mais”, e feita uma correção. Uma semana depois, algo diferente quebra. O proprietário consegue prever todos os pontos críticos com antecedência? Não. Os desenvolvedores, que veem apenas uma parte do sistema e trabalham dentro de suas tarefas, farão isso? Também não. A tarefa do CTO é pensar nos falhas enquanto tudo funciona bem. Identificar pontos críticos, avaliar cenários de falha, elaborar planos de resposta e reduzir as consequências de possíveis incidentes antes que eles aconteçam. Tradução do idioma de negócios para o idioma de desenvolvimento O negócio fala na sua língua: de dinheiro, possibilidades, perspectivas e riscos. Os desenvolvedores falam na língua de tecnologias, soluções e ferramentas. Os problemas começam quando esses idiomas entram em conflito sem tradução. Como resultado, o negócio recebe algo diferente do esperado, porque as prioridades foram entendidas de forma diferente, e as decisões técnicas foram tomadas sem o contexto dos objetivos da empresa. O CTO domina ambos os idiomas. Ele entende de P&L, sabe avaliar ROI e riscos reputacionais, além de ser capaz de explicar para a equipe de engenharia por que essa tarefa é importante agora, e não outra, mais interessante tecnicamente, mas menos valiosa para o negócio. Para finalizar Basicamente, a tarefa de qualquer líder de nível CEO-1 é tirar responsabilidade do CEO e gerenciar seu setor como um negócio separado, respondendo por seu funcionamento e resultados. Nesse sentido, o CTO não difere fundamentalmente de outras funções de nível C-level. Mas o CTO é uma das poucas posições que podem ser contratadas em regime de meio período. Com 5–10 horas por semana, ele consegue tomar decisões técnicas-chave, ajustar o curso técnico da empresa e, ao mesmo tempo, reduzir significativamente a responsabilidade pessoal do proprietário pelos riscos tecnológicos.
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Resumo

Este artigo aborda a responsabilidade do proprietário de uma empresa na ausência de um CTO, destacando a importância de um diretor técnico para a tomada de decisões estratégicas e tecnológicas. Quando não há um CTO, o proprietário assume automaticamente essa função, mesmo sem a preparação adequada, o que pode gerar riscos. O CTO atua na escolha consciente de tecnologias alinhadas aos objetivos de negócio, garantindo sustentabilidade a longo prazo. Além disso, o CTO é responsável por assegurar a estabilidade operacional dos sistemas, identificando pontos críticos e elaborando planos de prevenção contra falhas. Outro papel fundamental é a tradução entre o idioma de negócios e o de desenvolvimento, facilitando a compreensão mútua entre as equipes técnicas e gerenciais, e garantindo que as decisões técnicas estejam alinhadas às metas da empresa. O artigo também destaca que o CTO, como líder de nível C, pode ser contratado em regime de meio período, contribuindo para a gestão técnica com menos responsabilidade pessoal do proprietário, otimizando recursos e riscos tecnológicos.

Palavras-chave

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